O Instituto Todos Pelo Rio participou, em 26 de agosto de 2026, na sede do ISP (Instituto de Segurança Pública), da Oficina de Combate ao Crime Organizado, ADPF 635 e Exploração Econômica do Território. O encontro foi promovido pelo LIPE-RJ, Laboratório de Inovação em Inteligência Pública Estratégica, a convite do Gabinete de Segurança Institucional do Estado do Rio de Janeiro.
Representaram a entidade a presidente, Dra. Ana Paula Rosa, e o vice-presidente, Sr. André de Seixas, presidente da Logística Brasil. O Estado do Rio de Janeiro foi representado pelo delegado Dr. Glaucio, da SEPOL.
Os temas em debate
A oficina reuniu entidades e especialistas em segurança pública para discutir os desafios fluminenses e a necessidade de integrar planejamento, inteligência, dados, investigação e operações, de forma a garantir presença estatal legítima e contínua nos territórios. Entre os principais pontos levantados estão:
- integração entre PMERJ e PCERJ;
- operações orientadas por inteligência;
- interoperabilidade de dados;
- planejamento com metas e avaliação de resultados;
- fortalecimento da presença estatal, para além da ocupação policial;
- superação do sucateamento das estruturas e da concentração das ações na Região Metropolitana;
- ampliação da participação democrática e da educação para a gestão pública.
O diagnóstico inicial
A avaliação preliminar do grupo aponta que o principal desafio não é a ausência de instituições ou de instrumentos legais, mas a falta de integração, coordenação, execução e avaliação entre as estruturas que já existem.
Esse diagnóstico conecta segurança pública e economia. A exploração econômica de territórios por grupos criminosos afeta o custo de operar, a atração de investimentos e a geração de empregos no Estado do Rio de Janeiro.
O compromisso do Instituto Todos Pelo Rio
O Instituto Todos Pelo Rio reafirma seu compromisso com o diálogo qualificado e com a construção de propostas que fortaleçam as instituições e contribuam para o desenvolvimento sustentável e a segurança do Estado do Rio de Janeiro.
Por que o setor produtivo acompanha essa pauta
Transporte de cargas, comércio, serviços e indústria sentem de forma direta os efeitos da presença de grupos criminosos em áreas urbanas. Segurança funciona como insumo de produção: ela define rota, preço de seguro, horário de operação e decisão de investimento.
Por isso, entidades empresariais e associações multissetoriais vêm ocupando espaço nas discussões técnicas de segurança pública, ao lado de pesquisadores e de órgãos do Estado.


